O que eu aprendi com o Linux

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Autor: Gabriel Cadete

Quando criança, almejava ser pedreiro, mas tive meus sonhos destruídos pelos livros que li. Jornalista, blogueiro, DJ e orgulhoso, sou viciado em drogas legalizadas e ainda compro CDs. Já fui balconista de locadora de filmes e produtor de TV universitária. No meio de muito trabalho, tento terminar de escrever meu primeiro livro.
 
 
 
Ou "Anedotas do Windows"

Já reparou que no Brasil até nome de coisa tecnológica é terceiro mundista? A galera no Maranhão tem projetos espaciais super legais, mas nada pode chamar Apollo, Starsix, Cybertud; tem que chamar Arara Azul, Saci Perêre, Aimoré. É assim que me sentia no Linux, no fim do mundo.

Confesso que quando a empresa resolveu trocar o sistema operacional de todos os computadores, tremi. Fui enrolando, trocando de lugar para ser o último da fila mas não teve jeito. Foram lá, me tiraram o Windows e instalaram uma coisa muita da maluca chamada Linux. Tudo é diferente no Linux. Não é Word, é BR Office, por exemplo. Sempre tenho preconceito com nomes assim.

É código aberto, é copyleft, é coisa e tal. Tudo bem, seus nerds, eu sei. Mas e daí? A barra de ferramentas está no lugar errado, tudo parece pesado e é laranja e que porra de pássaro esquisito é esse no papel de parede? Com o tempo, fui mudando o que podia ser mudado e me adaptando com o que não podia. Superei os nomes estranhos, os programas genéricos e ia me adaptando bem a eles.

Alguns dias atrás, veio a notícia:

- Gabriel, você deve deixar o Linux para trás. Ele não mais faz parte do seu trabalho. Eu sou seu pai.

Ok, tirando a parte da paternidade, a frase está certa. Voltaríamos ao Windows. Deixaria o Linux para trás, depois de tantos protestos abafados há mais de um ano. Por fora, ora comemorava, ora me fazia de desinteressado mas, por dentro, não queria voltar.

Não fui eu quem se adaptou ao Linux. O sistema operacional, outrora chamado de genérico, é que se adaptou às minhas necessidades. Mas voltar para o Windows, tudo bem, não seria o fim do mundo. Passada uma hora, enquanto eu recolocava pastas e favoritos no lugar, o Windows travou. Seria o primeiro – do já esquecido de tão inútil – control + alt + delete em anos. Algumas horas depois, vi que um documento importante havia sumido; culpa do Windows. Fiquei puto, mas o incidente gerou algumas piadas ao redor; risos dos não-afetados pelo problema.

Então elaborei uma teoria e, digamos, aprendi a lição. O Linux é o competente modelo. Não faz mais do que a obrigação de funcionar bem. Por isso mesmo, é pouco lembrado e pouco valorizado por aqueles que nunca interagiram com ele. Já o Windows, que dá erro pra caramba, é super conhecido, o piadista folgado, que faz o mesmo trabalho. Mas faz com um layout mais bonitinho e moderninho, de uma maneira menos estressada, chamando atenção e ganhando notoriedade.
 
Fonte:  http://brave-new-word.blogspot.com
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