A segurança da informação e o ciberterrorismo


Em grandes eventos, como é o caso da copa do mundo, aumenta a preocupação com a questão da segurança. São diversos turistas do mundo todo que estarão presentes a um evento de tamanha magnitude.  Com o desenvolvimento da Informática, fez crescer também diversos tipos de crimes de natureza digital. Hoje o ciberterrorismo é um dos crimes que preocupa o mundo, já que usando um computador com acesso à internet, o terrorista pode invadir redes e ocasionar danos desastrosos, sem ser reconhecido ou simplesmente notado e nem precisar viajar para praticar a destruição. O caso mais notório desses ataques ao Estado aconteceuem 2007 na Estônia, em que ciberterroristas atacaram os sites do governo. Nações como EUA, Inglaterra, França, Alemanha e outros que fazem parte do 1º mundo já gastam milhões em dinheiro para enfrentar ataques terroristas, e esses ataques tem ganhado cada vez notoriedade. Quando se entra na esfera de ataques cibernéticos existem dois conceitos que devem ser entendidos: o ciberguerra e o ciberterrorismo. O primeiro é uma guerra, entendido como o confronto entre dois ou mais grupos distintos de indivíduos mais ou menos organizados, realizados através de computadores e da Internet. O segundo, seria um ataque no mundo físico, seria um ataque a um alvo como um governo ou uma população. A especialista em “ciberterrorismos” e diretora do Instituto de Segurança da Informação de Georgetown, a Doutora Dorothy E. Denning, define “ciberterrorismos” como “operações praticadas por especialistas em recursos informáticos e com motivações políticas, destinadas a causar graves prejuízos, como perda de vida ou grave dano econômico.
A internet é uma ferramenta poderosa, que se utilizada para o mal, pode ocasionar grandes desastres. Imagine a invasão de sistemas aéreos, em que os terroristas poderiam informar rotas erradas ou uma invasão de sistemas armamentistas com a intensão de acionar armas nucleares. Desde 1990 quando surgiu o bug do milênio se discute o terrorismo realizado pela internet, à proporção que cresceu o mundo virtual, o mundo real passou a sofrer suas consequências com ataques realizados por pessoas conhecidas por hackers, que geralmente tem um perfil de pessoa jovem, com um grau elevado de conhecimento em computação e autodidata, mas agora esses hackers organizados em grupos, com um idealismos político e religioso , formam verdadeiros exércitos digitais, suas armas são a o computador interligado  a internet e seus inimigos são os sistemas computacionais de países inimigos. A invasão pode ser feita através da comunicação de várias máquinas, espalhadas pelo mundo. Nem o usuário sabe que está nessa guerra, quando percebe já tem contribuído para alguma ação. Atualmente exércitos de todo o mundo estão amparados por serviços civis de alta tecnologia e produtos, na maioria das vezes, sob a forma de sistemas de comunicações e software de computador.
Diante de tanto poder que os ciberterroristas possuem e o perigo cada vez maior com as diversas possibilidades de invadir sistemas, é que vêm à tona algumas perguntas deste artigo.
1.   Como o Brasil está preparado para enfrentar os ciberterrorismo?
2.   Qual o preparo de policiais para enfrentar a guerra cibernética?
3.   Qual o grau de interesse o governo tem dado a este assunto?
Temos que disseminar a cultura da segurança da informação. É um tema em foco que não pode ser deixado de lado por parte da sociedade, ou estamos preparados ou seremos um alvo em potencial. A segurança pública tem que discutir e criar políticas para o preparo de policiais nos crimes
de magnitude mais técnicos, como é o caso dos crimes de natureza digital, onde exige profissionais com alto teor de conhecimento em Segurança da Informação.
José Luciano Freire Junior – Escrivão de Policia, chefe da divisão de produção do DEINF-PC.


Fonte: http:www.sinpoci.com.br

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