Conexão de 500 kbps pode gerar renda adicional de US$ 70 ao mês por domicílio no Brasil.

Já era de conhecimento do mercado a estimativa do Banco Mundial de que a cada 10% de aumento de penetração da banda larga, o Produto Interno Bruto (PIB) do país pode crescer 1,38%. Agora, um estudo elaborado pela Ericsson em parceria com a universidade sueca Chalmers e a Arthur D. Little se propõe a mensurar o impacto positivo da banda larga na renda total dos domicílios conectados.

O "Measuring the Impact of Broadband On Income", divulgado nesta terça, 21, pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) destaca a importância da conectividade como meio de acesso a serviços avançados de comunicação, o que aumenta a produtividade das pessoas, contribui no acesso a mais informações e capacitação profissional para competir no mercado de trabalho.

O levantamento, que comparou oito países desenvolvidos (Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Suécia) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com o bloco dos emergentes Brasil, China e Índia (BIC), aponta que há uma velocidade mínima de acesso em alta velocidade para que haja de fato algum ganho de renda domiciliar; que os benefícios são não-lineares e que se dão em degraus. Mas o mais interessante é notar que a velocidade mínima difere entre os dois blocos comparados, assim como o tamanho dos ganhos com upgrades de velocidades.

Em países desenvolvidos, a banda larga começa a gerar efeitos positivos a partir de 2 Mbps de velocidade, mas o maior ganho vem com o upgrade da velocidade de 500 kbps para 4 Mbps: uma renda adicional de US$ 322 ao mês para a residência. Para aqueles lares sem conectividade e que passam a ter Internet de 4 Mbps, o aumento na renda doméstica é de US$ 182 ao mês, ou US$ 2,1 mil por ano. Já no aumento de velocidade de 4 Mbps para 8 Mbps, o a renda familiar do domicílio agrega outros US$ 120 ao mês.

Fonte: CONAPSI 

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